Esse blog agora se encontra em: www.imigrar.com.br com todo o conteúdo antigo (atualizado) e conteúdo novo. Passa lá pois irei postar somente lá a partir de agora! ;-)
P.S: continua a ser um site pessoal sobre imigração (igualzinho a esse blog!)
Antes de mudar de cidade queríamos conhecer Madison e ver se o emprego realmente estava de pé. Era para trabalhar em uma churrascaria brasileira (mas de brasileira só tinha mesmo o sistema de rodízio de carnes, coisa inédita no estado de Wisconsin) pois a dona era koreana e todos os chefes e trabalhadores americanos ou mexicanos, só alguns dos garçons de rodízio é que eram brasileiros. De começo adoramos a cidade pois era grande e pequena ao mesmo tempo. Super organizada. Wisconsin é vizinho ao Canadá e acho que lá é muito parecido com a ideia que tenho do Canadá. Fui no restaurante e falei com um brasileiro que me disse que poderia trabalhar a partir de sabádo (eu fui na quarta), só precisava de uma calça preta social e uma camisa branca de manga longa. Nisso minha noiva tinha ido aplicar em restaurantes e lanchonetes do centro da cidade (onde ficava o restaurante). Voltamos para Wisconsin Dells e arrumamos as coisas para a mudança. No dia seguinte passamos o tempo inteiro procurando um apartamento para alugar mas não encontramos nada. Quase todos que achávamos eram longe de onde eu iria trabalhar. Comecei a trabalhar no sábado e nada de acharmos uma casa, nisso tive que voltar para dormir em Wisconsin Dells, mesmo porque ainda tínhamos 6 dias de aluguel já pago.
Fomos procurando apartamentos, deixando telefones e nesse meio tempo minha noiva arranjou um emprego full time na Subway, para fazer sanduíches. Estava tudo indo de vento em polpa, só faltava o local para morarmos. Venceu os 6 dias e tivemos que sair senão teríamos que pagar mais 1 mês e não queríamos viajar todo dia 1 hora e 20 minutos para ir trabalhar e depois + 1 hora e 20 minutos para voltarmos para casa. Nisso colocamos todas as trouxas e coisas no carro e fomos embora para Madison. Nos 3 primeiros dias dormimos no Albergue Internacional só que ele era caro e eu tinha só uns 1.000 dólares de economia. No quarto dia dormirmos em um apartamento dividido por 6 brasileiros, dormirmos na sala em um colchão de ar.
No outro dia, finalmente com a graça de Deus, conseguimos um apartamento. Não estávamos conseguindo achar um perto do trabalho e por um preço acessível. Esse era os dois. Ficava uns 10 a 12 minutos do trabalho e custava $600 dólares. Era um quarto + sala + cozinha (que era praticamente na sala) + 1 banheiro. Tudo de bom! Saiu melhor que encomenda. Ficava perto de lanchonetes e fast-foods (eu adoro hehehe). Aliás, ficava a meio quarteirão da principal avenida da cidade.
Eu trabalhava das 15:00 as 23:00 e ganhava $8.00/hora + rateio de gorjetas. Em média eu ganhava $2.000 dólares livres por mês (meu salário dava mais, só que os impostos comiam uma parte) e minha noiva ganhava $800 livres por mês. Então tínhamos uma renda conjunta de $2.800. Pagávamos o aluguel e sobrava $2.200 por mês. Eu comia muitas vezes no restaurante em que trabalhava e economizava a comida. Eu adorava meu emprego, apesar de ser cansativo e minha noiva também gostava do emprego dela pois tinha um chefe que não era carrasco, era gentil.
O único problema que enfrentamos foi a gastação! Huahuaha! Torrávamos quase tudo que ganhávamos, mas também era algo passageiro. Podemos dizer com orgulho que fomos um dos poucos que não pediram nenhum centavo de ajuda para os pais aqui no Brasil. Sempre, do primeiro ao último dia, pagamos tudo com o que ganhamos lá. Mesmo com dois subempregos conseguimos fazer muitas compras (3 notebooks, máquina digital boa, videogame, roupas de marca, etc). Além disso, ainda viajamos para Chicago umas 3 ou 4 vezes. Fomos para um show do Jack Johnson e eu fui para um show dos Beach Boys (banda antigona que sou fã).
E para terminar com chave de ouro, fomos para Orlando por 10 dias, em um hotel bom, com carro alugado e com ingressos para os principais parques (Disney, Universal, Busch Gardens, etc.) Tudo pago do nosso bolsinho e com dois subempregos!
Espero que isso sirva de exemplo para quem está indo para o Canadá como nós dois pretendemos. Para saber o que esperar. Sofremos, suamos, mas no fim posso dizer que vencemos!
P.S: continua a ser um site pessoal sobre imigração (igualzinho a esse blog!)
Antes de mudar de cidade queríamos conhecer Madison e ver se o emprego realmente estava de pé. Era para trabalhar em uma churrascaria brasileira (mas de brasileira só tinha mesmo o sistema de rodízio de carnes, coisa inédita no estado de Wisconsin) pois a dona era koreana e todos os chefes e trabalhadores americanos ou mexicanos, só alguns dos garçons de rodízio é que eram brasileiros. De começo adoramos a cidade pois era grande e pequena ao mesmo tempo. Super organizada. Wisconsin é vizinho ao Canadá e acho que lá é muito parecido com a ideia que tenho do Canadá. Fui no restaurante e falei com um brasileiro que me disse que poderia trabalhar a partir de sabádo (eu fui na quarta), só precisava de uma calça preta social e uma camisa branca de manga longa. Nisso minha noiva tinha ido aplicar em restaurantes e lanchonetes do centro da cidade (onde ficava o restaurante). Voltamos para Wisconsin Dells e arrumamos as coisas para a mudança. No dia seguinte passamos o tempo inteiro procurando um apartamento para alugar mas não encontramos nada. Quase todos que achávamos eram longe de onde eu iria trabalhar. Comecei a trabalhar no sábado e nada de acharmos uma casa, nisso tive que voltar para dormir em Wisconsin Dells, mesmo porque ainda tínhamos 6 dias de aluguel já pago.
Fomos procurando apartamentos, deixando telefones e nesse meio tempo minha noiva arranjou um emprego full time na Subway, para fazer sanduíches. Estava tudo indo de vento em polpa, só faltava o local para morarmos. Venceu os 6 dias e tivemos que sair senão teríamos que pagar mais 1 mês e não queríamos viajar todo dia 1 hora e 20 minutos para ir trabalhar e depois + 1 hora e 20 minutos para voltarmos para casa. Nisso colocamos todas as trouxas e coisas no carro e fomos embora para Madison. Nos 3 primeiros dias dormimos no Albergue Internacional só que ele era caro e eu tinha só uns 1.000 dólares de economia. No quarto dia dormirmos em um apartamento dividido por 6 brasileiros, dormirmos na sala em um colchão de ar.
No outro dia, finalmente com a graça de Deus, conseguimos um apartamento. Não estávamos conseguindo achar um perto do trabalho e por um preço acessível. Esse era os dois. Ficava uns 10 a 12 minutos do trabalho e custava $600 dólares. Era um quarto + sala + cozinha (que era praticamente na sala) + 1 banheiro. Tudo de bom! Saiu melhor que encomenda. Ficava perto de lanchonetes e fast-foods (eu adoro hehehe). Aliás, ficava a meio quarteirão da principal avenida da cidade.
Eu trabalhava das 15:00 as 23:00 e ganhava $8.00/hora + rateio de gorjetas. Em média eu ganhava $2.000 dólares livres por mês (meu salário dava mais, só que os impostos comiam uma parte) e minha noiva ganhava $800 livres por mês. Então tínhamos uma renda conjunta de $2.800. Pagávamos o aluguel e sobrava $2.200 por mês. Eu comia muitas vezes no restaurante em que trabalhava e economizava a comida. Eu adorava meu emprego, apesar de ser cansativo e minha noiva também gostava do emprego dela pois tinha um chefe que não era carrasco, era gentil.
O único problema que enfrentamos foi a gastação! Huahuaha! Torrávamos quase tudo que ganhávamos, mas também era algo passageiro. Podemos dizer com orgulho que fomos um dos poucos que não pediram nenhum centavo de ajuda para os pais aqui no Brasil. Sempre, do primeiro ao último dia, pagamos tudo com o que ganhamos lá. Mesmo com dois subempregos conseguimos fazer muitas compras (3 notebooks, máquina digital boa, videogame, roupas de marca, etc). Além disso, ainda viajamos para Chicago umas 3 ou 4 vezes. Fomos para um show do Jack Johnson e eu fui para um show dos Beach Boys (banda antigona que sou fã).
E para terminar com chave de ouro, fomos para Orlando por 10 dias, em um hotel bom, com carro alugado e com ingressos para os principais parques (Disney, Universal, Busch Gardens, etc.) Tudo pago do nosso bolsinho e com dois subempregos!
Espero que isso sirva de exemplo para quem está indo para o Canadá como nós dois pretendemos. Para saber o que esperar. Sofremos, suamos, mas no fim posso dizer que vencemos!

